segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Amigos de Infância: fonte da juventude!





Desde 1999 meus colegas de escola se reunem uma vez por ano para a confraternização de Natal e Ano Novo. Terminamos o Colegial - hoje Ensino Médio, em 1979, no Colégio Marista de Salvador, este mesmo que figurou nos principais jornais da cidade há poucos meses por conta de sua venda a uma construtora pernambucana de espigões. Durante 20 anos nunca fizemos nenhum encontro oficial, ficando cada qual frequentando os amigos pessoais que a vida foi aproximando. Mas aquele primeiro encontro em 20 de novembro de 99 foi um divisor de águas em nossas vidas. Atenderam ao chamado para um churrasco no Clube Espanhol 120 dos 150 colegas que fizeram juntos o vestibular de 1980. A comissão organizadora, da qual fiz parte, foi até o colégio, solicitou a lista das três turmas do 3º ano, juntou as fotos oficiais, fez um reconhecimento e partiu pro catálogo telefônico. Decidimos que não seria uma festa aberta a familiares, salvo no caso dos conjuges terem sido colegas também - e não são poucos os casos. E foi uma festa maravilhosa! Reconhecer cada um, lembrar os apelidos, as histórias de farras, brigas, paqueras, namoros, fofocas. A notícia triste da perda de dois, do enlouquecimento de três - a surpresa da chegada de gente que nunca imaginávamos que pudesse vir à festa - até da Grécia veio colega. E a fantástica descoberta de que a nossa intimidade juvenil era restaurada em menos de 5 minutos! Incrível a força que tem este sentimento fraterno de ter dividido a juventude ! Lá somos Vaca, Teta, Cachorro-D'agua, Bisteca, Dente, Risoleta, Homo-ferus, Barata, Monica Patológica, Márcia Pato Donald, Bode, Tina Gripe, Índio, Cocota, Milton Monstro, Bobão, Oscaralho, Formiguinha Marciana, Bel Boa, etc - todos hoje profissionais liberais, pais e mães de família. A gostosa da época chega e os "meninos", em coro e sem ensaio, gritam: Ai Sheyyyyyyla!
Dançamos, fizemos discursos, bebemos, rimos muito. E nos apegamos. Criamos um grupo no yahoo e cadastrei 150 endereços eletronicos de gente que mora em toda parte do mundo. Hoje nos falamos quase que diariamente e é igualzinho uma sala de aula: alguns bem comportados recebem as mensagens e não se manifestam, apenas se divertem com a algazarra da turma da cozinha - os caras de pau de sempre.
Ontem à tarde nos encontramos para a nossa 10ª reunião anual. Não vai todo mundo até porque não fazemos mais comissão organizadora. Faz-se uma enquete rápida no Igloo (e-group) e confirma-se local e data, vai quem pode. Sempre só os colegas. Dona de excelente memória e com passe sempre livre entre baderneiros e santinhos, sou a "imoderada moderadora" do Igloo - e responsável por anunciar discretamente cada um que vai chegando para que o grupo possa relembrar os adolescentes por trás de óculos, barrigas, carecas, rugas, peitos turbinados, botox, cabeleiras louras, acajus, reflexivas. iluminadas, alisadas, cacheadas, enfim...
Som na pista, gargalhadas soltas, Ceres me chama no cantinho: - Nanda! Não consigo lembrar aquele colega ali. Quem é? Acompanho um senhor alto, barrigudo, cinquentão mal passado, vestido numa camisa azul com gravata amarela, que atravessa o recinto. - O Maître, Ceres, aquele é o maître!
Ceres foi proibida de beber na festa!

Um comentário:

maria guimarães sampaio disse...

Fernandinha, ampliei cada uma das fotos pb e não te encontrei.
Tutu meu irmão foi dos Maristas e eu morria de inveja dos retratos assim arrumados.